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Lei 15.468/2026: educação política vira conteúdo obrigatório no currículo. Sua escola já sabe como declarar isso no PPP sem virar terreno de disputa ideológica?

  • Foto do escritor: Dra. Lindalva Duarte Rolim
    Dra. Lindalva Duarte Rolim
  • 20 de jul.
  • 2 min de leitura

O que mudou

O presidente Lula sancionou, sem vetos, a Lei 15.468/2026, publicada no Diário Oficial da União em 14 de julho de 2026. A norma altera a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDB) e torna obrigatório o ensino de educação política e direitos da cidadania no currículo da educação infantil, do ensino fundamental e do ensino médio. Vale para redes públicas e privadas.

O que a lei exige na prática

A alteração não cria uma disciplina nova isolada. Ela reforça, de forma explícita, que os currículos precisam abordar o funcionamento das instituições democráticas, a participação cidadã e os direitos e deveres do cidadão. Isso significa revisar o Projeto Político Pedagógico para mostrar onde e como esses conteúdos aparecem, seja em disciplinas específicas, seja de forma transversal.

Por que isso pede atenção redobrada na escola privada

O tema divide opiniões no Congresso e na sociedade. Parte da crítica ao projeto foi justamente o risco de abrir espaço para viés ideológico em sala de aula. Isso quer dizer que a escola precisa deixar claro, por escrito, que o objetivo pedagógico é formar repertório sobre cidadania e funcionamento das instituições, não formar opinião política. A ausência dessa documentação é o que transforma uma queixa isolada de família em um problema institucional maior.

O que a escola pode fazer agora

Três frentes ajudam a reduzir esse risco: revisar o PPP para declarar formalmente onde a educação política e a cidadania aparecem no currículo, orientar o corpo docente sobre pluralidade de posições e neutralidade didática ao tratar de temas políticos, e registrar essa orientação em ata de reunião pedagógica ou documento interno, para provar, se for preciso, que a escola pautou o tema com responsabilidade.

Afinal, escola segura é escola que se previne.

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